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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Caminhos de Ferro de Moçambique

História de Moçambique

Na época dos Descobrimentos, quando a armada de Vasco da Gama chegou à costa moçambicana, encontrou um territótio com um complexo sistema político, económico e social, estruturado por povos que habitavam aquela zona desde o século III a.c, e que mantinham contactos comerciais com árabes e asiáticos desde os finais do primeiro milénio, contactos esses que assentavam na exploração do ouro, ferro e cobre.


Tendo como pontos de partida Sofala e a Ilha de Moçambique, os exploradores portugueses foram penetrando no interior o território, estabelecendo os primeiros entrepostos comerciais e fazendo as primeiras concessões de terras aos colonos ao longo do rio Zambéze, como medida para obter o controlo das rotas comerciais, assegurando o povoamento do território pelos portugueses. Desde o início teve de lutar contra as movimentações da árabes na região, conseguindo Portugal controlar quase toda a costa moçambicana até ao início do s´culo XVIII, situação que se inverteu a partir do em que os portugueses perderam, em 1698, o Forte de Jesus em Mombaça (Quénia) para os árabes.

Durante o século XVIII, o comércio esclavagista floresceu no território. Devido á necessidade de mão-de-obra esxistemtye no Brasil, os naturais das regiões do interior começaram a ser capturados para serem vendidos como escravos. Apesar dos acordos feitos, em meados do século XIX, entre Portugal e Inglaterra com vista à cessação deste comércio, na verdade o tráfico clandestino de escravos manteve-se até aos primeiros anos do sáculo XX. Ainda no século XIX, Portugal deparou com o desencadear de conflitos tribais no sudoeste do território de Moçambique, com origem em ataques levados a cabo, quer pelo emergente reino dos Zulos, quer pelos povos Zwangendaba e Soshangane (que recusavam subjugarem-se aos portugueses). Este último foi responsável pela fundação do estado de Gaza, no Sul de Moçambique, que apenas em 1897 foi desmantelado pelos portugueses, passando todo o território a ser controlado por Portugal.

Com fronteiras definidas através de acordos diplomáticos com Inglaterra )em que Portugal foi obrigado a ceder aos interesses ingleses devido às elevadas dívidas que tinha para com a Inglaterra), Moçambique desenvolveu-se através da implantação de grandes companhias privadas que se dedicavam à agricultura, exploração mineira e à construção de vias rodoviárias e ferroviárias. Estas companhias cresciam à custa de trabalho forçado, impostos elevados e de baixos salários. Este quadro não se alterou quando em 1926 o golpe de Estado instituiu uma ditadura em Portugal ( o Estado-Novo) que passou a controlar directamente as colónias. O governo português terminou com as concessões a empresas privadas e instituiu políticas proteccionistas por altura da Grande Depressão de 1930. Estas medidas viriam a resultar na acumulação de capital que só viria a ser investido na década de 50, em grandes projectos para o desenvolvimento de infra-estruturas de comunicações. Este investimento coincidiu com a chegada de milhares de colonos portugueses que pretendiam aproveitar as várias oportunidades que o Estado Novop lhes oferecia e eram recusadas aos moçambicanos. Esta aspecto da polática ultramarina proporcionaou a aparecimento de ideais independentistas. Estes ideais foram consolidados, em 1962, com o nascimento da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) que, após desntendimentos internos, iniciou uma política de guerrilha armada em 1964, uma guerra, que, para Portugal, representava mais um conflito a juntar aos que ocorriam nas outras colónias portuguesas em África.

O golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, ocorrido em Portugal, derrubou a ditadura e implantou a democracia, abrindo as portas ao processo de descolonização. A FRELIMO, tirando partido das posições militares no norte e centro de Moçambique, liderou o processo de independência , declarando a 25 de Junho de 1975, a Républica Popular de Moçambique como estado independente com uma constituição que permitia a existência de apenas um partido – a Frelimo. Contudo, pouco tempo depois, Moçambique mergulhou numa guerra civil que opunah a FRELIMO à RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana). Este movimento contava com o apoio dos governos da Rodésia e África do Sul ( como resposta ao apoio dado pela FRELIMO quer à guerrilha oposicionista, quer ao movimento do ANC), para além do apoio de antigos colonos portuguese e de algumas camadas da população moçambicana. Este conflito teve consequências muito negativas, e nem o acordo de Nkomati, assinado em 1984, e que previa o fim do apoio sul-africano à RENAMO, conseguiu alterar o quadro de guerra que caracterizava Moçambique. A situação só foi ultrapassada a 4 de Outubro de 1992, após uma alteração constitucional que previa a abretura da vida política a outros partidos. A 27 e 28 de Outubro tiveram lugar as primeiras eleições multipartidárias para a legislatura e presidência da Républica que deram a vitória ao partido FRELIMO e ao seu líder Joaquim Chissano. Por outro lado, a RENAMO, pela voz do seu líder Afons Dhlakama, reconheceu e aceitou a vitória da FRELIMO, ao mesmo tempo que assegurava o empenho em desmobilizar as suas forças militares, compromisso assumido também pelo governo.

Esta estabilidade política e social veio encorajar o investimento estrangeiro no território, destacando-se a Inglaterra pelas medidas que tomava, não só à redução drástica da enorme dívida que Moçambique tinha para com aquele país, como também à enorme doação de capital efectuada pela Inglaterra. Estas iniciativas fortaleceram os laços entre os dois países, levando a que, em 1995, Moçambique entrasse para a Commonwealth, embora sem alteração na língua oficial que continua a ser o português.

Em 1999 Joaquim Chissano foi reeleito presidente.

Entre Fevereiro e Março de 2000, Moçambique sofreu grandes inundações provocadas por chuvas torrenciais que fizeram aumentar os caudas dos rios, principalmente Limpopo e Zambéze. Foi a maior inindação da história do país, provocando elevado número de vítimas, graves problemas económicos para um país em desenvolvimento e graves problemas de realojamnto e alimentação da populações afectadas. Moçambique recebeu ajuda internacional na tentativa de minorar os efeitos provocados pelo desastre natural.

A 19 de Novembro de 2003 foram realizadas novas eleições autárquicas em Moçambique. Sendo a FRELIMO o maior partido votado. A RENAMO, o segundo maior partido votado, solicitou ao Conselho Constitucional Moçambicano a impugnação dos resultados, alegando irregularidades no processo eleitoral autárquico. A RENAMO voltou a perder as eleições em Dezembro de 2004 para a presidência da República em que a FRELIMO elegeu Armando Guebuza presidente da República, voltando este a ser reeleito em 2009.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Praias em Moçambique

A maioria das pessoas sonha com praias paradisíacas na Pacífico como as Sheicheles e o Hawai e nem sonham com o que África tem para oferecer e Moçambique mais especificamente.
Moçambique oferece picadas pela savana, montanhismo e algumas das mais belas praias do Mundo.
Uma das minhas favoritas é a Praia do Bilene em Macia, onde existe uma baia natural proporcionando praias de areia branca com águas calmas e a uma temperatura excelente para quem está habituado às águas frias do Atlântico. Outra das características excepcionais desta praia é a altura da água muito baixa permitindo às crianças brincar sem sustos para o bem do coração dos pais.
A Praia da Macaneta também é muito bonita mas o mar é muito agitado e recomenda-se muita cautela a quem se quiser aventurar por lá.
A Praia do Tofo onde decorreu e decorre um estudo sobre mantas gigantes e existe uma campanha para a conservação da espécie.
Praia da Santa Carolina, Ilha de Bazaruto, Praia de Guludo, são de tirar o fôlego.
A Praia da Costa do Sol já não é o que era mas dá para descontrair ao fim de semana quando está demasiado calor para estar em casa.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Bem vindos

Dou as boas vindas a todos que visitarem o meu blog.
Este blog nasceu da vontade de mostrar a África que as pessoas não conhecem e pela qual me apaixonei. Claro que se me dissessem à algum tempo atrás que estaria neste momento a viver em Moçambique diria que tinham ficado loucos mas, a verdade é que cá estou eu com a minha familia e a adorar.
Quando cheguei foi um grande choque, positivo mas mesmo assim grande. A verdade é que só percebemos de facto como as cidades são ou de como as pessoas vivem quando temos contacto directo com elas.
Tentarei mostrar o meu ponto de vista e espero que gostem.
Aguardo os vossos comentários

Até breve,

Ana